Furto de auxílios na lotérica de Espera Feliz: audiência foi realizada nesta quinta-feira

Vítimas, testemunhas e a acusada foram ouvidas.

Publicado em 13/11/2020 - 15:57    |    Última atualização: 13/11/2020 - 15:57
 

A justiça realizou, nesta quinta-feira (12), audiência na ação penal que apura possíveis furtos nos auxílios emergenciais de, pelo menos, 10 vítimas na casa lotérica de Espera Feliz.

Na audiência foram ouvidas sete vítimas, três testemunhas e a acusada, Wanessa Laclau Bacellar de Souza Lopes, que é apontada pelo Ministério Público como responsável pelos desvios.

Agora a defesa de Wanessa e o Ministério Público irão apresentar, por escrito, suas alegações finais e, em seguida, o processo estará pronto para que o juiz profira a sentença.

Não há um prazo para que a sentença seja publicada.

RELEMBRE O CASO

A justiça recebeu, no dia 29 de junho, denúncia contra Wanessa Laclau Bacellar de Souza Lopes. Ela é acusada de ter furtado parte dos auxílios emergenciais de 10 vítimas que foram receber o benefício na Casa Lotérica de Espera Feliz pela qual Wanessa é responsável.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, entre os dias 17 e 29 de abril dez pessoas foram lesadas. Elas teriam direito a receber R$ 1.200,00 de auxílio emergencial, mas Wanessa teria repassado apenas R$ 600,00.

O caso começou a ser investigado após várias pessoas beneficiárias do Bolsa Família procurar a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social se queixando do valor baixo que teriam recebido de auxílio. A Secretaria fez um levantamento e verificou que essas pessoas tinham direito a valor superior ao que fora entregue na Casa Lotérica.

A Polícia Civil investigou e indiciou Wanessa como sendo a responsável pelos furtos dos valores, e pediu à justiça a prisão preventiva da acusada. A Promotoria de Justiça, através do promotor Vinícius Bigonha, ofereceu a denúncia e reiterou o pedido de prisão preventiva.

O juiz da comarca de Espera Feliz, Mateus Leite Xavier, recebeu a denúncia, mas negou a prisão. Ele impôs outras medidas restritivas como o afastamento da suspeita das atividades da Casa Lotérica, o recolhimento domiciliar à noite e aos fins de semana, ela não poderá se comunicar com nenhuma das vítimas e não poderá sair da cidade sem autorização da justiça.

A denúncia do Ministério Público enquadrou a ação no crime de furto qualificado, com abuso de confiança, ou mediante fraude, escalada ou destreza. Se for condenada, a pena pode chegar a até 8 anos de prisão e multa, com aumento de até dois terços por conta da repetição do crime dez vezes.

Durante as investigações Wanessa negou o crime e alegou problemas técnicos em seu equipamento para justificar as inconsistências nos pagamentos.

Da redação do Portal Espera Feliz.


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