Pricila Magro

Este é um artigo ou crônica pessoal de Pricila Magro.
Não se trata de uma reportagem ou opinião do Portal Espera Feliz.

Homens medievais no século XXI

A sociedade medieval, ao contrário de nós, vivia na ignorância, no total desconhecimento da importância da limpeza e cuidados básicos.

Quando se fala em Idade Média não há como fugir da ideia de cavaleiros, castelos e reis. Essa é uma das faces glamurosas da época. O cinema romantiza essa etapa da história e os filmes, ao reproduzirem tal período, focam no brilho das coroas e esquecem um detalhe que jamais passaria despercebido por nós caso pudéssemos viajar no tempo: o fedor medieval.

Sim, volte alguns séculos na história tendo em mente os baixos ou inexistentes hábitos de higiene. Banhos eram acontecimentos anuais, roupas não eram lavadas, não havia talheres nem papel higiênico (e eu coloquei esses dois últimos fatos juntos para que você pense em como um simples aperto de mão poderia ser nojento). O fato é que tamanha sujeira era um convite a todo tipo de insetos ou ratos. O lixo e o esgoto corriam a céu aberto, atraindo insetos, roedores e pulgas portadores da doença causada pelo bacilo Yersinia pestis, a Peste Negra ou Peste Bubônica. Ela, que foi a mais mortal das epidemias, entre 1347 e 1351, dizimou metade da população europeia.

A população vivia na imundície e se para nós, homens do séc. XXI, um banho por semana já se torna improvável, uma “chuveirada” a cada 365 dias é uma situação quase impossível de se pensar. Ouso a dizer que todos os leitores concordam na condição quase animalesca desse homem médio e que graças a nossa evolução não somos em nada parecidos com eles. Ainda bem que progredimos e nos tornamos seres civilizados.

É aí que você se engana, temos mostrado que somos incapazes de preservar e emporcalhar virou um comportamento aceito. Os rios estão poluídos e não conseguimos sequer carregar nosso lixo no bolso até o próximo latão (o que é já um absurdo porque o certo é reciclar). A sociedade medieval, ao contrário de nós, vivia na ignorância, no total desconhecimento da importância da limpeza e cuidados básicos. Somos muito piores do que aqueles indivíduos que jogavam os dejetos dos seus penicos pela janela. A civilização moderna, com todo o progresso e “inteligência”, ainda é capaz de jogar os dejetos do seu vaso sanitário na mesma água que irá beber. O que nos separa da Idade das Trevas é que eles eram ignorantes sobre a importância da preservação, nós somos irresponsáveis sobre a nossa própria imundície.

Por Pricila Magro.

Sobre Pricila Magro

Pricila Magro é bacharela em Direito por escolha; professora por vocação. Desde os 15, não sabe gostar de outra banda senão Coldplay. Escreve por prazer, lê porque acredita que essa é a melhor forma de nos humanizar. A filha mais nova que não é nem meiga nem fofa. Sincera demais para os padrões "mimimi".


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