Paulo Faria

Este é um artigo ou crônica pessoal de Paulo Faria.
Não se trata de uma reportagem ou opinião do Portal Espera Feliz.

Quando não te mandei Flores

O amor é aquela felicidade em ver a felicidade no rosto do outro quando quem te espera abre a porta com um sorriso no rosto e os braços abertos ansiosamente pra te ver. São quando os olhos brilham porque sua presença impregna o ambiente e preenche o vazio da saudade de quem contou as horas, os minutos.

Publicado em 30/04/2019 - 11:13    |    Última atualização: 30/04/2019 - 16:53
 

O amor é contagioso, diria Robin Williams se vivo estivesse em uma prosa numa mesa de bar de um subúrbio qualquer. E Robin Williams estaria certo; num outro contexto, mas estaria certo.

É que na verdade, o amor é construído tijolo a tijolo e impregnado de sutilezas comezinhas que só os mais atentos – ou os menos sonsos – se dão conta. O amor é clichê. O amor é muito clichê.  Pra caramba. Sabe aquele papo de se doar, se entregar, de cuidar, fazer concessões, se abdicar? É isso mesmo, porém, com muito mais vírgulas e bastante et cetera.

O amor é uma espécie de contrato social nas quais ambas as partes se comprometem entre si a serem felizes para sempre: na alegria e na tristeza; na riqueza e na pobreza; na saúde e na doença; na bonança e na tempestade, como reza qualquer padre de alguma paróquia do interior do Socaprego.

O amor é feito de nuances e detalhes, mas o perigo é que o Diabo mora nos detalhes; e às vezes é difícil driblar o Diabo, e aí mora o perigo. Mas se por acaso você conseguir não tomar uma rasteira do chefe do inferno, parabéns!, seus bônus no amor  foram atualizados com sucesso.

Como este texto só visa a tratar do ‘amor’ na sua forma mais simples, despretensiosa e clichê, prossigo: o amor é aquela felicidade em ver a felicidade no rosto do outro quando quem te espera abre a porta com um sorriso no rosto e os braços abertos ansiosamente pra te ver. São quando os olhos brilham porque sua presença impregna o ambiente e preenche o vazio da saudade de quem contou as horas, os minutos.

Mas embora não pareça, o amor também é frágil como uma rosa solitária em um vaso (o Diabo mora nos detalhes, lembra?): a rotina, o estresse do dia a dia, as preocupações, o comodismo, tudo isso podem fazer o mais lindo conto de amor fenecer, e, sem perceber, te escapar, fugir… Ir.

Enfim, o ‘amor’, da forma que trato aqui, é muito exigente com coisas muito simples: precisa de chocolates pra abastecer o coração e flores para encantar a alma.

Nunca se esqueça das flores.

Por Paulo Faria.

Sobre Paulo Faria

Paulo Faria é um amante do cinema de horror e rock ‘n’ roll. É professor por formação, humorista por conveniência e escritor por aspiração.


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