Paulo Faria

Este é um artigo ou crônica pessoal de Paulo Faria.
Não se trata de uma reportagem ou opinião do Portal Espera Feliz.

O politicamente incorreto na sociedade brasileira

Este texto contém palavrões, é politicamente incorreto, ofensivo, contêm ironias, sarcasmo, está recheado de generalizações e, portanto, não é recomendado para pessoas sensíveis, justiceiros sociais, patrulheiros ideológicos, ativistas, militantes e mimizentos em geral.

Publicado em 21/02/2020 - 14:17    |    Última atualização: 21/02/2020 - 14:17

Houve um tempo, no Brasil, em que a “família tradicional” sentava-se reunida na sala às 7 para assistir a novelas na TV onde a “putaria” já começava logo na abertura. O “cidadão de bem” era “confrontado” com as maiores “bizarrices” ou programas politicamente incorretos da TV brasileira; mas não se sabe se houve algum caso de que alguém que tenha crescido durante aquela época tornou-se um serial killer ou um pervertido sexual por conta disso.

Bullying você resolvia na porrada no meio da rua. Se não resolvesse, você apanhava em casa pra resolver no outro dia. As “minorias” não precisavam de bandos que se acham moralmente superiores para “protegê-las”: cada um cuidava da sua vida e corria atrás dos seus direitos. Os viados chamavam seus pares de bichas e vice e versa. (Roberta Close era a transex mais famosa da época e não deva ter existido um garoto ou homem que não calejou a mão por causa dela…).

Os gays famosos mais bacanas de todos os tempos não iam para o Twitter para se vitimizarem: escreviam músicas, peças, poemas, filmes e se expressavam inteligentemente ou se engajavam através de suas artes. Gente como Ney Matogrosso, Renato Russo e Cazuza davam seus recados com classe e quase ninguém apontava o dedo sujo para eles por causa de suas orientações sexuais ou vida privada. Os fãs só queriam que eles escrevessem músicas boas e cantassem.

Não existia a patrulha dos infernos: os negões chamavam a seus pares de negões; os negões chamavam os branquelos de branquelos; e os branquelos chamavam os negões de negões; e todo mundo se amava…

Era um tempo em que universitários de “Humanas” estudavam; fumavam maconha também, mas estudavam. Não ficavam “problematizando” nada e tentando salvar o planeta. Professores davam aula ao invés de serem ativistas de partidos e militantes de políticos ladrões. Não existia os malditos “digital inluencer” nem os malditos youtubers de cabelos coloridos palpitando sobre a paz mundial e geopolítica. Éramos livres dos textões de Facebook feitos por semianalfabetos que acham que entendem de tudo: do fogo na Amazônia à suposta terceira guerra mundial.

Algumas feministas da época liam os livros clássicos sobre feminismo ao invés de fazerem protestos com os peitos (geralmente caídos) de fora e o sovaco peludo. Elas não procuravam “construir” uma sociedade feminista e nem se preocupavam em fazer com que toda mulher se transformasse numa pessoa azeda e rancorosa como a maioria das feminazi de hoje em dia são. Não se teve notícia de defecação em foto de político e nem crucifixo entranhado na vagina.

Era um tempo em que o “cidadão de bem” achava que bandido bom é bandido morto. Qualquer bandido. Era um tempo também em que você não precisava ter vergonha de bater no peito e dizer “SOU HOMEM, PÔ!”. Nenhum cafajeste politicamente correto iria te repreender.

Os cafajestes e os hipócritas sempre existiram, em qualquer época e em qualquer lugar, mas não chegavam ao nível de problematizar a “apropriação cultural”, por exemplo. (“Problematizar: verbo dos diabos usado pela esquerda para infernizar o mundo). Os cafajestes daquela época também não usavam a palavra “fascista” como vírgula para julgar qualquer indivíduo que pensasse diferente. Imagino eu que os cafajestes de antigamente pelo menos sabiam o significado da palavra “fascista”.

Os padres e bispos celebravam missa para seu rebanho e não envergonhavam seus seguidores fazendo ‘showmissa’ para ladrão embriagado. Depois da missa, bingo e leilão para ajudar a comunidade. Pecado que te fazia ir para o inferno era não seguir os dez mandamentos. Hoje, se você cortar uma árvore seu lugar já está garantido nas caldeiras infernais, segundo o “Papa fofinho”.

O “homem de bem” frequentava os puteiros em algum dia da semana enquanto sua dona cuidava dos rebentos, mas no domingo era dia de ir à igreja com toda família dentro de um fusca esfumaçado de cigarro, e no porta-luvas um ‘22’ para a segurança dos seus.

As bandas de rock clássicas participavam dos festivais para levar entretenimento ao público e não para fazer proselitismo político. A “lacração”, “a luta contra o capitalismo selvagem” se restringia no máximo às bandas punks de garagem que mal conseguiam sair delas.  

Não existia os ecochatos e os veganos xiitas: estes cavaleiros do apocalipse se restringiam a pequenos grupos “cult” e eles enchiam os sacos entre si mesmos pela graça de Deus. Hoje, essa gente enche o saco do mundo inteiro.

Imagine há 25, 30 anos quando a maioria da população brasileira vivia com restrições de calorias por conta do poder aquisitivo um pai de família lavrador ouvir de um universitário maconheiro que as 100 gramas de carne moída que sua família consome no fim de semana “é um ato cruel contra os boizinhos”, e que os hectares que o mesmo desmatou para plantar feijão e milho estão devastando o meio ambiente pondo em risco o futuro dos suecos? É de lascar!

Mertiolate ardia. Menino vestia azul e menina vestia rosa, e ninguém te enchia o saco por você achar melhor que menino vestisse azul e brincasse de carrinho e menina vestisse rosa e brincasse de boneca. Não existiam programas de TV lacradores/problematizadores e nem youtubers te ensinado normas de educação familiar para educar os catarrentos.

Mas então veio a rede mundial de computadores (internet) e toda escória politicamente correta juntamente com uma geração do Satanás se uniu para fazer da vida do cidadão comum um inferno.  Hoje, existe especialista pra tudo, censor de tudo, problematizador de tudo. O “homem de bem” perdeu a paz e por isso chora no banho.

A “geração lacração” deixou a vida do brasileiro (e do mundo) sem graça, mal-humorada, amarga e ressentida. Hoje em dia, tudo é ofensa, tudo é fascismo, tudo é preconceito, tudo é machismo… os “descolados” que infestaram as TV’s, as redações de jornais e as faculdades cagam regra de 5 em 5 minutos pra gente normal ter de engolir.

Teríamos resolvido isso se ao invés de entregar pra essa geração internet, tivéssemos entregado enxadas…

Por Paulo Faria.

Sobre Paulo Faria

Paulo Faria é um amante do cinema de horror e rock ‘n’ roll. É professor por formação, humorista por conveniência e escritor por aspiração.


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