Paulo Faria

Este é um artigo ou crônica pessoal de Paulo Faria.
Não se trata de uma reportagem ou opinião do Portal Espera Feliz.

A Hipocrisia do Ativista

O ativista é um pé no saco politicamente correto.

Eu não tenho respeito por ativistas. Na verdade, eu tenho verdadeiro desprezo por qualquer tipo de ativista – os considero fundamentalistas. O ativista é um parasita que sobrevive à custa das supostas boas causas para se sentir moralmente superior. O ativista “cuida” e “luta” interesseiramente de acordo com as pautas vigentes: da mulher, do negro, do gay, do índio, etc mesmo quando a maior parte inclusa dentro dessas classes de pessoas vivem normalmente suas vidas sem ter uma confraria para importuná-los. A serio, a maioria só quer viver em paz sem ter ninguém pra dizer o que é bom ou não para eles. O afegão médio, normal, só quer trabalhar, estudar, se dar bem na vida sem ser importunado por grupelhos chatos envolvidos dentro de um caldo cultural de quinta. O ativista problematiza tudo, inclusive, problematiza o problema. O ativista é um pé no saco politicamente correto.

Antes da internet, víamos este movimento atávico se manifestando através das revistas semanais, do movimento histérico nas grandes capitais, nos livros que vêm prevendo os diversos apocalipses globais desde a globalização. Hoje, além disso, temos de suportar os ativistas na internet com seus textões gordurosos. A cada vírgula escrita, uma baleia é salva no pacífico, uma girafa é salva na Amazônia, um africano com fome ganha um jantar, um negro a menos é assassinado no Rio e uma mulher deixa de ser apedrejada no Irã. Aliás, de todos os ativistas os que menos vejo são os das causas pela liberdade das meninas iranianas. Melhor não; Teerã é muito perigosa pra uma ativista feminista botar os peitos de fora e gritar “abaixo os aiatolás!”.

O ativista é uma espécie de ‘fascista do bem’. Vejamos dois exemplos: 20 de novembro é o dia escolhido para rememorar e não esquecer de que houve escravidão negra na história do mundo. Até aí, tudo certo. Só que o ativista racial é incapaz de aceitar que negros sejam contra esse dia por suas próprias convicções, como o ator Morgan Freeman ou o político Fernando Holiday – que além de negro também é gay. Outro caso notório: negros que são contra as cotas racistas são esculhambados ou por seus pares ou por brancos que se sentem com autoridade moral para dizer o que é certo ou não para eles. Acredito que a maioria dos negros não querem branquelos ativistas fingindo se importar.

A última dos ativistas embalada com esquerdismo, progressismo, globalismo e mais 50 milhões de ‘ismos’ é de que no Brasil está havendo um “genocídio negro” proporcionado por policiais. Essa saiu pior que a situação das zebras amazônicas, mas como o que importa é a narrativa e não os fatos vamos lá.

Todo dia um brasileiro leva um tiro, uma facada, uma cacetada na cabeça, um arrastão, e não é por ser negro: é por morar no inferno. Aqui morre branco, preto, pardo, gay, criança, mulher… são 60 mil ao ano! Mas do pré-escolar a universidade não se pode jamais negar a narrativa cafajeste: “estão matando todos os negros do Brasil, crianças!”

Pra piorar, o século XXI ainda nos fez o desfavor de nos presentear com os ‘ativistas fofos’: o Papa Francisco, a jovem sueca Greta Thunberg e a banda britânica Coldplay são alguns deles.

Os ‘ativistas fofos’ são ótimos. São figuras aparentemente dóceis, mas com uma retórica tão demagógica que faz gente normal ficar maluca. Cito três. O Papa Francisco (o mesmo que vivia escrevendo cartinha pra presidiário corrupto e que se negou a vir no Brasil em 2016 para comemorar com os fiéis o dia de Nossa Senhora Aparecida por causa do “golpe”) resolveu criar o “pecado ecológico”. Não, não é piada! Agora é mais ou menos assim: se você, cristão, não aguar as margaridas da sua mãe você vai para o inferno. Eu acho que depois dessa, Francisco pode pedir a demissão do emprego de Papa…

Greta Thunberg, 16 anos, nascida num país nórdico, financiada por ONG’s escusas; outra que provavelmente nunca viu um pobre em carne e osso e não deve ter nunca aguado um pé de samambaia na vida virou queridinha dos ecochatos com sua gritaria histérica de uma criança de quatro anos. A garota viajou o mundo, agradou aos seus financiadores, a elite global, aos políticos populistas, atacou o Brasil, ganhou aplausos de gente que defende o aborto, mas luta pra salvar os ovos das tartarugas marinhas e tudo mais. Só esqueceu-se de berrar que o maior poluente do mundo é a China; que na Amazônia boliviana os narco-índios tacam fogo naquilo tudo; e que na Amazônia colombiana os narcotraficantes fazem desmatamento do tamanho da Suécia. Se a garotinha não tivesse se preocupado em vadiar pelo mundo pra falar besteira não teria faltado a essas lições da escola. Felizmente seu ativismo de boutique não durou mais que quatro semanas.

O Coldplay. Amigos leitores, sobre a banda Coldplay eu nem vou comentar; só queria que vocês prestassem a atenção na manchete de um dos jornais de ontem que por si só já diz tudo: “Coldplay adia turnê para não poluir o planeta”. Ponto. Os ‘ativistas fofos’ são ou não são uma gracinha?

Ou o apocalipse bíblico acontece o mais breve possível e arrasa o planeta de uma vez por todas ou os ativistas o farão.

Por Paulo Faria.

Sobre Paulo Faria

Paulo Faria tem um montão de anos, é um amante do cinema de horror, rock ‘n’ roll e das artes em geral. É professor por formação, humorista por conveniência, músico por obsessão e escritor por aspiração.


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