Vogais, consoantes e semivogais – Visão linguística

Por que "A" é uma vogal? Por que "T" é consoante? E se o W, Y e K agora fazem parte da Língua, em que grupo estão?

Parece desnecessário, contudo entender de fato o processo de formação das vogais consoantes e semivogais possui um papel crucial no estudo da Língua. Desde crianças decoramos que nossa língua é estruturada por dois grupos de letras: Vogais, formadas pelo A, E, I, O e U e as Consoantes, formadas pelo B, C, D, F, G, H, J, L, M, N, P, Q, R, S, T, V, X, e Z, além disso aprendemos que existem 3 letras ‘emprestadas’ de outras línguas que, com a última reforma ortográfica, passou a fazer parte de nossa língua, que é o W, Y e K.

Tais divisões são fundamentais para compreender toda fonética e fonologia da língua portuguesa, afinal falamos um emaranhado de palavras que podem ser dividida em sílabas, e a sílaba é estruturadas em vogal (cada sílaba possui apenas uma vogal!) consoantes e semivogais.

Mas por que “A” é uma vogal? Por que “T” é consoante? E se o W, Y e K agora fazem parte da Língua, em que grupo essas letras pertencem?

Todas estrutura da Fonética e Fonologia está baseada em como o ‘SOM’ é criado pelo corpo humano. Chamaremos aqui a cada som formado pelo corpo humano de “FONEMA”.

Os ruídos que nosso corpo produz que chamamos tradicionalmente de VOZ nada mais é que ar, o mesmo usado na respiração. Para que esse ar forme nossa voz, o pulmão irá bombear o ar pelo nosso diafragma, que por sua vez levará tal ar até os diversos órgãos moldadores como a laringe, faringe, cordas vogais, dentre outros, que farão com que o ar ganhe um som e que o mesmo seja modelado ou mais grossa, ou mais fina, rouca, bonita ou feia. Observe que se por acaso seu diafragma (apelidado de ‘Boca do estômago’) for pressionado por um soco ou chute, você perderá o ar, ficando necessariamente sem Voz.

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Mas o que isto tem a ver com Vogal, Consoante e Semivogais? Tem tudo haver! A distinção dos dois estão nesta etapa de formação estrutural.

Ao chegar na região bucal, a Voz, já formada, irá ser trabalhada pelos órgãos da boca como a língua, os lábios, os dentes de forma a formar os Fonemas de nossa língua. Faça um exercício: Abra sua boca e fale A, E, I, O, U. Repare que você só abriu a boca e soltou o som e mais nada. A formação do som das Vogais é simples: O som é emitido sem o uso de nenhum órgão presente na boca.  Agora, faça o mesmo com as consoantes: B, C, D, F, G… Observe que em todas as consoantes você irá usar ou os lábios, ou o dente, ou a língua, ou o céu da boca, ou o palato. Por isso são consoantes.

Mas se existem vogais e consoantes, por que existem o que chamamos de semivogais? Ao estruturarmos, observaremos que só existe uma vogal por sílaba: CÂ-MA-RA  //  MU-NI-CI-PAL. Como explicar, então, palavras como PA-PAI  // U-RU-GUAI  // MI-NEI-RO ?

Embora pareça existir 2 ou 3 vogais em alguma sílaba, na verdade não há. Algumas chamadas ‘vogais’ exercem o papel secundário de ‘semivogais”. Desta forma, as semivogais ora oferecem condições de vogais, ora de semivogais. Mas quais são elas? Faça um exercício: Abra sua boca e fale A, E, I, O, U. Repare que na letra “I” e “U”, embora não necessite do uso de órgãos bucal, possui uma dificuldade de formação: para pronuncia-las a boca fica quase fechada, chamadas assim de semivogal.

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Com a última reforma ortográfica, as letras K, Y e W entraram de fato para a Língua Portuguesa. Mas elas são vogais ou consoantes? A resposta é simples: Pode ser os 2!

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Em palavras como Waldir, o “W” possui o fonema /V/, sendo assim uma consoante. Já no meu nome Wendel, o “W” possui o fonema /U/, sendo assim uma vogal. O “Y” possui o fonema /I/, sendo então uma vogal, já o “K” possui o fonema /C/, sendo assim uma consoante.

Entender a língua é essencial para aprende-la. Qualquer pergunta, sugestões ou reclamações me envie um e-mail para: wendeldamica@bol.com.br

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