Artistas e professores que defendem Lula: ignorância ou mau-caratismo?

Publicado em 26/01/2018 - 14:48    |    Última atualização: 26/01/2018 - 14:48

Defensores de Lula são desprovidos de conhecimento ou usam de mau-caratismo para professarem sua fé cega em um homem, em um partido que se tornou seita?

O julgamento em segunda instância do ex-presidente Lula ocorrido no dia 24 último, expôs mais uma vez a polarização irracional da política brasileira. Porém, desta vez, o eco que se formou nas redes sociais tomou ares de guerra virtual; um Fla-Flu quase sangrento entre os apoiadores do ex-presidente e os que são favoráveis a sua condenação.

Num país democrático é extremamente saudável que as vozes discordantes tenham o mesmo espaço na defesa de suas ideias; mesmo que estas ideias ou opiniões estejam totalmente deslocadas da realidade. Até aí, problema nenhum. A coisa só toma aspectos de gravidade quando os ditos artistas, “intelectuais” ou professores entram nesse ringue para declarar suas convicções ideológicas independente delas estarem ou não corretas.

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E por que é grave? Ora, um ex-presidente é acusado de ter recebido propina; é condenado em primeira instância por um juiz federal; sua condenação é ratificada por um colegiado jurídico e a galáxia inteira está errada: só Lula está acima do bem e do mal. No embalo, nossos formadores de opinião que estão na TV, na internet ou nas escolas endossam isso descaradamente, sem um pingo de compromisso com a verdade. Para estes, o que vale é apenas que sua crença seja partilhada ou admitida. No grito.

Não é novidade que a esquerda em geral e especificamente o PT nunca tiveram apreço pela democracia, que insultam o estado democrático de direito, exploram a miséria do povo em torno de seus projetos criminosos de poder e usam suas massas de manobra para atacar qualquer um que discorde. São ótimos, inclusive, para criar bordões os quais seus séquitos repetem como mantra para dar legitimidade aos seus delírios: “é golpe”, “é perseguição”, “é ditadura judiciária”, “não tem provas”, etc. Essa gente ignora a realidade, trucida a lógica e assassina a verdade; sem pudor, sem vergonha nenhuma. Se você os confronta com os fatos a verborragia vai do mais simples “ah!, mas os outros também ‘róba!’” aos diversos xingamentos: “coxinha!”, “reaça!”,“fascista!”. Nos seus devaneios a justiça só é boa se absolver Lula. Não existe minimamente a chance de um debate. Cegamente, os que militam pela causa entoam sempre a mesmíssima retórica clichê parida sob medida pra ser usada contra qualquer argumento sério: que o filho da empregada pode frequentar a mesma faculdade do filho do patrão, que pobre passou a poder andar de avião, que todo brasileiro pode fazer três refeições por dia e que a miséria sumiu. Papo de vigarista. Na verdade, o legado que ficou foram 52 milhões de miseráveis (segundo o IBGE), um rombo bilionário nas contas públicas, 13 milhões de desempregados e uma quadrilha saqueando as estatais.

Quando artistas tomam a linha de frente pra defender o indefensável, no caso Lula e o restante do bando, não é tão difícil saber os motivos. Basta uma breve pesquisa no histórico destes cidadãos em relação ao uso do dinheiro público na era petista e você terá sua resposta. No caso dos professores a coisa toma ares de patologia. Pessoas que estão na sala de aula, que deveriam ser exemplo – pois são formadores de opinião – se veem refletidos em um criminoso condenado e ainda fazem questão de manifestar publicamente sua devoção a um corrupto. Não por acaso, são estes mesmos professores que reclamam da violência em sala de aula, do estado sucateado da educação brasileira, dos seus salários de fome, etc.

Professores que defendem Lula são desprovidos de conhecimento ou usam de mau-caratismo para professarem sua fé cega em um homem, em um partido que se tornou seita? Seja qual for a resposta, o cenário é medonho e por isso devemos repensar nossos valores como cidadãos, repensar nossa educação de mentirinha, repensar o Brasil. Por mais livre e democrática que seja o direito de expressar ideias, uma nação que é refém de formadores de opinião que saem em defesa de criminosos é uma nação presa ao obscurantismo, doente e fadada ao retrocesso perpétuo.

Essa inversão, num país segundo o qual um juiz é o bandido e o bandido é um perseguido, diz muito sobre o tipo civilização que somos.

Por Paulo Faria.

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