Eu não vou resistir… ainda!

Publicado em 29/10/2018 - 22:32    |    Última atualização: 29/10/2018 - 22:32

Ele será o presidente do meu país e só me resta torcer para que minhas críticas tenham sido infundadas.

Eu sou, por definição, otimista. Mesmo neste caos político dos últimos anos, sempre busquei ver pontos positivos e nas últimas semanas não foi diferente.

Mesmo com todas as feridas e estilhaços da nossa polarização, acho positivo que nosso país esteja começando a aprender e se interessar pelo debate político. Ainda somos estúpidos, superficiais e imaturos neste ponto, mas tenho certeza que este é um caminho inevitável e que vai, invariavelmente, nos levar até um grau de debate mais inteligente, profundo e maduro. Esta é minha forma positiva de enxergar nosso cenário político.

O texto continua após a publicidade...

Sobre a eleição especificamente, ainda acho que a maioria dos votantes escolheu a pior opção, mas vou torcer pra que o tempo mostre que eu estava errado. E até que este tempo mostre, acho de uma bobagem enorme essas campanhas de “resistência” e demais “bla bla bla” que surgem por aí.

O que eu penso de Bolsonaro todos que acompanharam meu Facebook até aqui sabem. Mas agora, goste ou não, ele será o presidente do meu país e só me resta torcer para que minhas críticas tenham sido infundadas.

Daqui um tempo, no desenrolar de seu mandato, se surgirem motivos para tal, aí sim, estarei aqui e onde mais for preciso para fazer oposição e resistência. Até lá, vamos deixar de bobagens, vamos acalmar os ânimos, vamos tentar pacificar nosso país e nossa gente que tanto se desgastou nesta campanha horrenda – em múltiplos sentidos.

Não tenho o presidente que eu queria. Mesmo que o oponente do segundo turno tivesse vencido, eu também não teria o presidente que queria. Mas não quero ser parte de um problema desnecessário ao país e às pessoas à minha volta. Não será nada útil passar os próximos meses apenas buscando e – não raramente – inventando pretextos para dizer “eu avisei”. Me recuso a fazer isso.

Por enquanto, farei minha parte para conciliar os indivíduos, farei o que puder para melhorar o clima entre as pessoas à minha volta. Se o futuro trouxer necessidade de resistência, estarei aqui. Até lá, não inventarei motivos para persistir em uma pirraça política. É melhor Jair esperando o que o futuro nos reserva primeiro.

Por Gustavo Almeida. (siga-me no Facebook e Instagram)

Deixe seu comentário